Suas vacas estão perdendo produção e tem a eficiência diminuída quando as temperaturas aumentam? Você não sabe como avaliar?

    O estresse térmico em vacas de leite é um dos principais problemas enfrentados pelos produtores na época mais quente do ano. Estresse pode ser entendido como mudanças ambientais severas, as quais são capazes de afetar a fisiologia, comportamento e a produção; o estresse térmico ocorre quando o ganho de calor da vaca é superior a taxa de perda, implicando na saída da sua zona de conforto.

    Essa saída da zona de conforto implica em várias alterações nas funções biológicas, isso é visível nas suas vacas, na fazenda, através do aumento da frequência cardíaca e respiratória, animais ofegantes e com salivação excessiva, vacas inquietas e em pé, sem deitar, diminuição no consumo, e como resultado pode ocorrer, diminuição da produção, da qualidade do leite e da eficiência reprodutiva.

    Isso pode ser observado em todo o lote, mas também individualmente em determinadas vacas e isso precisa ser observado e levado em consideração, visto que existe uma influência genética a essa característica, portanto identificar vacas e famílias de vacas que sejam mais resistentes ao aumento de temperatura se torna importante, como podemos ver no gráfico abaixo, onde considerando 10 vacas com as mesmas condições ambientais, algumas apresentam frequências respiratórias diferentes, como por exemplo, a vaca “Pintadinha” tem uma frequência respiratória aumentada, se comparada as outras vacas, conforme aumenta a temperatura.

            

Figura 1: Gráfico da variação da frequência respiratória individual ao decorrer do dia

Fonte: Informação pessoal, cortesia professor Marcelo Cecim

    Hoje, o monitoramento pode ajudar com essa tarefa de identificar esses animais com a frequência respiratória aumentada, utilizando as coleiras da Cowmed, você pode acompanhar a ofegação de suas vacas. Vacas com ofegação elevada devem ser acompanhadas de perto, visto que o estresse calórico pode agravar outras doenças que as vacas já possuem, além de indicar um possível problema sanitário que leve essa vaca a sentir dor e, como consequência, levar ao aumento da frequência respiratória.


Figura 2: Vaca com ofegação elevada e diagnóstico de laminite.

    Portanto, o monitoramento da ofegação do rebanho se torna importante, à medida que selecionar vacas mais resistentes ao calor se torna necessário e que vacas com ofegação podem estar querendo nos dizer sobre um possível problema sanitário e nós precisamos escutar o que as vacas nos dizem através dos gráficos, olhar as vacas e identificar essas necessidades, e a partir disso tomar decisões, sejam elas individuais ou de rebanho, visando manter a produção e eficiência reprodutiva de cada vaca, consequentemente do rebanho.

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Referências:

OLIVEIRA, F.S. et al. Efeito do estresse térmico sobre os parâmetros fisiológicos e bioquímicos de ovinos criados em clima tropical. PUBVET, Londrina, V. 6, N. 16, Ed. 203, Art. 1359, 2012.

REAGRO. Rehagro. Estresse térmico em vacas leiteiras: como identificar. 2018. Disponível em: https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/. Acesso em: 23 nov. 2021.