Lançamos o Cowmed Baby, colar de monitoramento desenvolvido especialmente para bezerras. O produto acompanha o comportamento de cada animal 24 horas por dia, desde os primeiros dias de vida até os 11 meses de idade, e transforma ruminação, atividade, ócio e ofegação em alertas de saúde para que a equipe do bezerreiro trate cedo, na fase de maior risco da cria
Com o lançamento, a Cowmed passa a monitorar o bezerreiro em todas as fases: da bezerra recém-nascida à vaca em lactação.
A fase de maior risco é a mais difícil de acompanhar
Os primeiros meses de vida concentram os maiores desafios sanitários da cria. Cerca de 70% das bezerras apresentam algum problema sanitário no primeiro mês, e mais da metade das perdas de animais jovens acontece nessa fase inicial. Nos casos de pneumonia, a letalidade pode variar de 5% a 20%.
Apesar disso, é justamente a fase mais difícil de acompanhar. Diferente da vaca, que passa pela ordenha todos os dias, a bezerra não vai até a equipe: alguém precisa ir até ela para saber se está bem. Em fazendas grandes, a medição de temperatura do lote inteiro costuma acontecer a cada dois ou três dias, um trabalho pesado e com intervalo longo para doenças que evoluem rápido, como a tristeza parasitária. Cada dia de atraso no diagnóstico pesa na sobrevivência e no desenvolvimento do animal. O Cowmed Baby acompanha cada bezerra 24 horas por dia e aponta quem precisa ser vista primeiro.
E o impacto vai além do bezerreiro. Uma bezerra perdida leva junto nove meses de gestação e tudo o que já foi investido nela, além de representar uma futura vaca a menos no rebanho.
A tecnologia da C-Tech, adaptada para a bezerra
O Cowmed Baby utiliza o mesmo sensor e a mesma eletrônica da coleira C-Tech, já validados em campo nas vacas adultas. O que muda é o desenho, pensado para o animal jovem: a cinta é mais curta, sem peso e sem gravata, apenas cápsula e cinta, o que reduz a carga no pescoço da bezerra. Com 1,10 m, a cinta acompanha o aumento do pescoço ao longo do crescimento, e passadores prendem a sobra para que ela não fique solta.

A cápsula rosa, que abriga o sensor e o ID de monitoramento, diferencia visualmente a Baby da coleira adulta. O colar já sai de fábrica identificado como Baby no sistema, com regras de alerta próprias para animais jovens, e mantém a mesma instalação e operação da C-Tech.
Monitoramento pelo pescoço, sem furar a orelha
A escolha pelo colar, e não pelo brinco, foi pensada para preservar o bem-estar animal. O Cowmed Baby é preso ao pescoço, sem perfuração e sem lesão no animal, enquanto no brinco podem ocorrer casos de infecção e deformação de orelha. O pescoço também é uma região mais estável para a leitura: a orelha se movimenta constantemente, sobretudo por causa das moscas, o que pode prejudicar o dado.
O resultado é um dado de melhor qualidade e uma resposta rápida: o sistema começa a gerar alertas de saúde a partir de dois dias de dados da bezerra, justamente na fase em que cada dia faz diferença.
Como o comportamento vira alerta
O sistema compara cada bezerra com o próprio histórico. Quando o comportamento sai do padrão, o alerta aparece na Enfermaria Baby, separada das vacas, por ordem de gravidade: observação, moderado e grave. A queda brusca de atividade chama atenção, já que bezerra saudável brinca e se movimenta, e o ócio sobe quando o animal está apático. Já a ofegação está ligada a febre e calor.
O sistema também leva em conta as particularidades da fase. No primeiro mês, o comportamento oscila naturalmente, e alguns alertas se resolvem em um dia. No desaleitamento, transições bruscas alteram o comportamento; feitas de forma gradual, o impacto é menor. Por isso a separação por gravidade ajuda a equipe a priorizar.
Gestão da cria e recria no mesmo sistema
Do nascimento ao desaleitamento, a fazenda registra e acompanha cada bezerra na mesma plataforma em que já gerencia as vacas:
Ficha de nascimento: identificação, genética, peso ao nascer, colostragem (com horário, volume e qualidade do colostro), transferência de imunidade passiva, cura do umbigo e foto da bezerra, que pode ser usada no registro genealógico oficial.
Enfermaria Baby: bezerras separadas dos animais adultos, alertas em três níveis de gravidade (observação, moderado e grave), indicador de alteração respiratória e lista ordenada pelos casos que exigem mais atenção. A equipe registra ali mesmo o diagnóstico e o tratamento.
Desaleitamento com aviso da VIC: a fazenda define a idade de desaleitamento e o sistema programa as datas. A VIC, assistente de inteligência artificial da Cowmed, avisa quando há bezerras para desaleitar.
Pesagens: histórico individual com peso, altura de cernelha, escore corporal e ganho médio diário (GMD) calculado automaticamente, com opção de importar a pesagem do lote inteiro por planilha.
CowAnalytics Cria/Recria: indicadores de peso ao nascer e ao desaleitamento, GMD por faixa de idade, curva de crescimento e saúde e mortalidade por idade e causa.
Do primeiro dia de vida aos 11 meses
A recomendação é instalar o colar nos primeiros dias de vida, como já fazem as fazendas usuárias. O primeiro mês é a fase mais crítica, com maior incidência de doenças, e é onde os resultados aparecem com mais força. Por volta dos 90 dias, no desaleitamento, o colar acompanha a saúde da bezerra e a transição para o lote coletivo. Na recria, ele pode seguir no animal até os 11 meses de idade, com os parâmetros de alerta de saúde.
A partir dos 11 meses, recomenda-se a troca para a coleira C-Tech adulta, responsável pelos alertas reprodutivos, como a detecção de cio, na novilha e na vaca. A coleira Baby não é indicada para animais adultos, já que é registrada no sistema com regras de alerta próprias para animais jovens.


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