A tecnologia no campo evoluiu e cada vez mais, o diferencial da pecuária moderna não está apenas na coleta de dados, mas na capacidade de interpretá-los com inteligência. Em artigo publicado recentemente, o CEO e cofundador da Cowmed, Thiago Martins, aborda como as redes neurais multicamadas vêm redefinindo o monitoramento animal e ampliando a eficiência da pecuária leiteira brasileira.
Segundo dados citados no artigo, divulgados pelo levantamento Top 100 da MilkPoint/ABRALEITE, a produção média diária por animal no Brasil chegou a 36,31 litros em 2026, um crescimento de aproximadamente 5% em relação ao levantamento anterior, quando a média era de 33,3 litros por vaca. Esse avanço não é fruto do acaso e para Thiago, a melhora está diretamente ligada à combinação entre genética, nutrição, manejo e principalmente, tecnologia aplicada ao bem-estar animal.
O desafio da individualidade animal
No texto, o CEO explica que um dos maiores desafios da pecuária de precisão é compreender que cada animal possui padrões biológicos e comportamentais únicos. “Se você tem uma fazenda com 100 vacas e quer resolver o problema de detecção de cio, você não tem um único problema, mas sim 100”, destaca o artigo.
Essa lógica rompe com a ideia de que um sistema linear, com parâmetros fixos aplicados para todo rebanho serão eficazes para detectar cio ou problemas de saúde nos animais, pois cada vaca responde de maneira diferente. Enquanto alguns animais apresentam alterações sutis, outros possuem variações naturais muito maiores, o que pode gerar falhas de detecção ou falsos positivos.
“Até 2019 ou 2020, os sistemas disponíveis no mercado trabalhavam predominantemente com modelos lineares. Neles, as variáveis de entrada geram uma resposta estática para todo o rebanho. Por exemplo: o sistema determinava que, para detectar o cio, a ruminação deveria cair 10% e a atividade subir 10% para todos os animais. O problema é que, para uma vaca específica, a variação real pode ser de 5%, e o modelo não a detecta; para outra, a variação natural diária pode ser de 20%, gerando constantes falsos positivos” relata Thiago.
Ou seja, na prática modelos lineares não são suficientes para a pecuária de precisão.
A importância da inteligência artificial aplicada ao campo
É nesse contexto que entram as redes neurais multicamadas: modelos de inteligência artificial inspirados no funcionamento do cérebro humano, capazes de aprender continuamente com os dados gerados pelos animais.
A partir das informações captadas pelos sensores, como:
- Ruminação
- Atividade
- Ofegação
- Ócio
Os modelos conseguem identificar padrões individuais, detectar desvios e recomendar ações voltadas à reprodução, sanidade, nutrição e bem-estar do rebanho.
Segundo Thiago Martins, o verdadeiro potencial da inteligência artificial na pecuária está justamente na capacidade de realizar uma “individualização em escala”, ajustando automaticamente os modelos conforme o comportamento dos animais muda ao longo do tempo.
O sistema de monitoramento da Cowmed é um exemplo claro de como a individualização em escala funciona na prática. Cada animal utiliza um colar inteligente capaz de captar dados comportamentais e fisiológicos em tempo real. Essas informações são enviadas para a VIC, a inteligência artificial da Cowmed, que analisa continuamente os padrões individuais de cada vaca.
A partir dessa análise, o produtor recebe alertas e recomendações sobre possíveis alterações relacionadas à reprodução, sanidade, nutrição e bem-estar animal. Além disso, a plataforma permite o registro de informações importantes da rotina do rebanho, como horários de ordenha, inseminação, tratamentos e demais manejos realizados na fazenda.
Todos os dados ficam disponíveis na plataforma da Cowmed 24 horas por dia, permitindo um acompanhamento contínuo e mais preciso de cada animal. Esse modelo de monitoramento contribui para decisões mais assertivas no manejo, melhora o cuidado com o rebanho e favorece ganhos em produtividade e eficiência na produção de leite.
Cowmed em ação
A visão apresentada no artigo reforça um dos pilares da Cowmed: transformar dados em decisões mais precisas para o produtor. Mais do que monitorar indicadores, a inteligência artificial permite compreender o contexto biológico de cada animal, tornando o manejo mais assertivo e eficiente.
O CEO, Thiago, afirma: “A inteligência artificial é essencial porque permite modelar exclusivamente o comportamento de cada indivíduo em sistemas biológicos complexos.” Combinando sensores, ciência de dados e redes neurais, a Cowmed segue avançando no desenvolvimento de tecnologias capazes de antecipar eventos e elevar os padrões de produtividade na pecuária leiteira.
Acesse o link abaixo e leia o artigo completo!
https://drive.google.com/file/d/1yhaJ-CAvx0UmiFjmpNOMEMZlE71rdFFE/view?usp=drive_link: Individualização em escala: O uso da IA é o futuro da pecuária de precisão